segunda-feira, 25 de maio de 2020

Recarregando a esperança


Estamos no final de Maio de 2020 no meio da pandemia do Convid-19, vire e mexe nos vem a lembrança dos nossos ancestrais, de como eles enfrentaram tantos desafios, tanta coisa que neste momento não iremos colocar mas que sempre perguntávamos como eles conseguiram passar por tudo isso, e se estamos aqui escrevendo nesse blog é porque eles conseguiram vencer.
Em vários relatos( documentos, livros, filmes, histórias) a musica sempre estava presente e dava força  ela era alento, felicidade, aprendizado, e esperança.  
Agora mais do que nunca, recorremos a elas (musicas) para nos fortalecer.
    
                            

Bola de Meia, Bola de Gude
Milton Nascimento


Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão

Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão

E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade, alegria e amor
Pois não posso
Não devo
Não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal

Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão
Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem pra me dar a mão

Composição: Fernando Brant / Milton Nascimento.
Fonte: site de musicas ( letras.mus.br)


segunda-feira, 20 de abril de 2020

2020 O ano que nos fez parar um pouquinho

Acredito que quase todo mundo vai lembrar desse ano por toda a sua existência .

  Hoje vou contar um pouco como nós do Atelier Imani Anna estamos vivendo nessa pandemia do Corona Vírus.
  O nosso desafio começou antes do Corona Vírus chegar aqui no Brasil, no final de Dezembro de 2019 minha avó materna, veio viver com a gente. Ela estava bem debilitada e nós queríamos dar o maior conforto e atenção possível para ela. Dia 20 de Janeiro de 2020 ela partiu deixando um grande vazio. Um dia conto aqui um pouco sobre Vó Maria, por hoje  o que posso dizer é que ela foi a pessoa que mais nos ensinou sobre a vida.
  Bem, depois de algumas semanas começamos a retomar as atividades no Atelier, bem devagar já que normalmente não temos muitas vendas até passar o Carnaval. E quando enfim começaríamos as atividades com força total em 2020 o Corona Vírus chega ao Brasil e nos fez parar e olharmos para nós e para a mãe Terra.

  Estamos criando e produzindo porém num ritmo lento, falta entusiasmo muito pelo motivo de não podermos nos encontrar para produzirmos juntas.
  Vivemos um tempo de incertezas aonde não temos como planejar o ano, é esperar, esperar e esperar.
   E nos conectar com nossa essência divina que a correria do mundo moderno nos faz esquecer.
   Sim é momento de parar, nos cuidar física e mentalmente, e observar a terra mãe e quem fizer isso será um ser bem melhor depois que isso tudo passar.

Nós como artesãs temos o privilegio de podermos ficar em casa, muitos profissionais não podem.  Então além de ficarmos em casa gostaríamos de contribuir de alguma forma nesse momento, depois de muitos encontros online de meditações de cura eu Ana Paula tive um insights de fazer um estandarte para meditarmos e vibrarmos saúde para terra mãe. E o resultado foi esse da foto acima.

Que possamos nos conectar novamente com a Terra e o bem estar de todos os seres.
Sinto Muito, Me Perdoe, Agradeço, Te Amo
Ana Paula Soares Medina

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Como nasce um artesão

  A resposta para essa pergunta é bem complexa, porque somos seres complexos  😊.
  A vários caminhos que te levam para o mesmo lugar, isso responderia como nasce ou se torna um artesão ou artesã.
  Para mim o artesanato é uma questão divina, de alma. 
  Calma! Explicarei...
  Os meus caminhos começaram quando eu tinha uns 11 anos ou menos, minha mãe colocou eu e minha irmã Ana Emanuela num curso de crochê na associação do bairro. A nossa professora, Dona Hortência era rigorosa só deixava a gente trocar de ponto, quando o que ela tinha passado estivesse perfeito, perdi a conta de quantos metros de correntinha ela me fez fazer. rsrsrsrsrs
  Depois comecei a fazer panos de prato, os meus clientes eram a minha avó Maria e os meus vizinhos  acho que ali começava um lado empreendedor a surgir. Mas minha carreira empreendedora durou poucos meses, logo parei e fui fazer outras coisas e nunca mais voltei a fazer crochê e nenhum outro artesanato.
  Quando decidi sair do meu ultimo emprego fixo, por estresse. Comecei a tecer de novo, parecia magica pois os pontos vinham na minha mente como se eu nunca tivesse parado de tecer. 

  Em varias postagens eu falei como é significante e empoderador o nosso trabalho. Mas hoje quero falar de uma pessoinha muito especial.
 A Dona Santa Ramos Medina, minha avó paterna.

 Posso contar nos dedos quantas vezes a vi. 
Ela morava em Teófilo Otoni ( no Vale do Mucuri), Minas Gerais e eu em Vespasiano( região Metropolitana de BH) também em Minas.
 Não tínhamos condições de viajar, somos muitos aqui em casa. 
Meus pais sempre trabalharam muito mas o que ganhavam só dava para manter a casa, sabe? 
Água, Luz , comida e a construção da nossa casa bemmmmm devagarinho. 
Dona Santa coordenava um clube de mães em Teófilo Otoni, via o artesanato dela quando ela doava peças para a igreja da nossa comunidade, para pagar promessa.( os filhos dela deram muito trabalho. rsrsrs). Não tive a oportunidade de aprender nenhum artesanato com ela. Mas acredito que ele passe pelo DNA porque quando levei a serio essa profissão( sim artesã é a minha profissão). Vinha para mim algumas habilidades que eu desconhecia, era como no recomeço com o crochê parecia que eu já bordava, pintava, criava desde criança. 

Qualquer pessoa pode fazer trabalhos manuais algumas aprende muito rápido outras precisará de mais tempo, Para mim a diferença de quem faz trabalhos manuais de quem é artesão, está na criação. Quando você é  um trabalhador manual o seu produto, obra, arte... nasce sempre com a ajuda de um molde criado por outra pessoa. 
Quando se é um artesão o seu produto, obra, arte... pode até começar com um molde de outra pessoa mas logo você inclui coisas diferentes nele, coloca a sua marca. É incrível, mas quando o próprio artesão é quem vende o seu produto uma das coisas mais comum de se ouvir é como o artesanato parece com ele.
Você percebe que se tornou um artesão quando você realmente começa a criar, seu artesanato é algo que emociona a você e as pessoas que conecta com a sua arte.
 Nesta história não há bom ou ruim, ser trabalhador manual é maravilhoso e ser artesão também é. 

Hoje eu agradeço a  minha vó Santa pela inspiração. 
 Agradeço as companheiras do Imani Anna pela doação e 
 Agradeço a cada cliente que me proporciona fazer algo que da significado na minha vida, pois se não fosse vocês não teríamos condições de continuar. 

Gratidão, Gratidão, Gratidão

Ana Paula Soares Medina


  

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Quem é vivo sempre aparece

                                                        Voltamos!!!


Olá pessoas lindas, como vocês estão?
Sim, nós sumimos do Blog, mas estamos de volta, viva!!!!

Para a nossa primeira postagem de volta, resolvemos contar curiosidades do nosso trabalho.

Esse é o Iman o nosso bonequinho preto, de black, rasta, tranças você escolhe.
Quando pensamos no boneco e boneca preta estávamos pensando nas crianças, queríamos incentivar esse amor entre as crianças e as bonecas pretas, pensando na representatividade buscando referencia na nossa ancestralidade que fizeram tantas bonecas de pano.
O que nos surpreendeu foi o encantamento dos adultos, imaginávamos que eles comprariam para dar de presente para filhas(os), sobrinhas(os), afilhadas(os)... mas para a nossa grata surpresa temos clientes que não resistiram e levaram para elas e eles mesmos. Isso nos toca o coração por saber que tantas pessoas se apaixonaram pela nossa arte.
  Mas vou contar uma curiosidade, um dos nossos princípios é cuidar da nossa mãe Terra, por isso tentamos aproveitar o máximo da nossa matéria prima não desperdiçar nadinha, dessa forma geramos um minimo possível de lixo, um exemplo disso é a lã dos cabelos dos bonecos, para ter um lindo black é necessário aquele toque de tesoura e não tem jeito sempre a mesa fica cheia de pedacinhos de lã.
  O que fazemos com esses pedacinhos?
  Usamos para fazer o enchimento das cabecinhas dos chaveiros, colares, broches... que por sua vez usa roupinhas de retalhos, que vem das sobras de tecido das Imani, Araci e Iman, também vem de pessoas maravilhosas da economia solidária que sempre nos dão retalhos das suas confecções .


As mensageiras vem com grandes responsabilidades pois além de trazer mensagens de grandes sábias e sábios do mundo, também usam retalhos nas roupas e plaquinha feitas com reaproveitamento de jornal.


Bem os nossos estandartes não vem de retalho, mas produz retalho e com eles nós fazemos...

os marcadores de paginas pintados, e aproveitando a alma que fica leve quando escutamos as lindas canções enquanto pintamos os estandartes, inspiramos também para pintar alguns marcadores de pagina, ou marcador de livro a forma de falar você que escolhe.


Há!  o marcador de pagina que não é pintado, também tem o principio do reaproveitamento pois a roupinha é feita com retalhos ganhados e ou comprados.

Bem tem outras curiosidades sobre o nosso trabalho, mas esse texto já está bem grandinho. kkkkk
Vamos ficando por aqui, e daqui 15 dias voltamos,  mas não precisa esperar tanto para ter noticias.  no instagram estamos diariamente e no facebook  semanalmente.
venha nos fazer uma visita.
beijos


























terça-feira, 12 de junho de 2018

sábado, 28 de abril de 2018

Historias de Imani

                                                    A Gratidão para uma vida melhor

boneca preta de pano, 45 cm feita com muito amor e dedicação, Imani Anna
Boneca preta de pano (45cm) Imani Anna
   Hoje eu estava muito triste, tudo estava dando errado para mim.
   Então fui conversar com a minha avó Anna, ela sempre me acalma.
      Cheguei na casa dela, e fui recebida com aquele caloroso  abraço, um copo de suco de inhame com limão e um prato com pão de queijo.
    Contei pra ela sobre o meu dia ruim, e ela muito sabiamente me disse para agradecer.
   Agradecer? como assim vó, tudo está dando errado!
  E ela continuou...
  Pense minha querida, quanta coisa boa você também viveu nesse dia. Nós temos a tendência de focalizar os nossos pensamentos nos acontecimentos negativos, mas por um instante pense no seu dia e veja as coisas boas que você vivenciou.
  Parei por um minuto e pensei no meu dia.
  A minha vó continuou, aonde você passou a noite? tinha cama, colchão, travesseiro, tinha teto ou estava no relento? E como está a sua gatinha, você brincou com ela hoje?
almoçou? Você viu as flores lindas do seu jardim?
  Minha pequena, agradeça por ter olhos saudáveis que te possibilita enxergar tanta beleza.
 agradeça pelos agricultores que amam a terra e plantam, cuidam e colhem os nossos alimentos,
agradeça por ter a chance de viver esse dia.
   As coisas que não foram boas, pense nelas e veja o que pode fazer para melhorar, e também agradeça por que elas te dão a chance de melhorar cada vez mais.
  Fiquei com os olhos focados nela, e pensando de onde vem tanta sabedoria, a minha avó me fortalece.
  Dei um grande abraço na minha querida avó Anna e fui pra casa pensando em tudo que tenho para agradecer e o que posso melhorar.
 E vocês, o que tem para agradecer hoje?

Beijos!!!



sábado, 14 de abril de 2018

Acreditamos que um mundo melhor é possível

Sim, acreditamos que podemos construir um mundo melhor,
que o nosso Brasil será um país de oportunidade para todos,
que cada uma e cada um poderá ser quem quiser, seguir a carreira que quiser e que todos terão aonde morar, o que comer e viajarem por todo esse planeta maravilhoso.
 Pode parecer uma utopia, mas o que seria da nossa vida sem os sonhos?

broches de boneca preta com cabelos diversificados.
broche de boneca preta

Ana Paula







" A vida não é sobre metas, conquistas e linhas de chegada.
É sobre quem você se torna nessa caminhada"

"É no caminho que se acertam as cargas."

segunda-feira, 26 de março de 2018

Imani + Salvador + Forum Social Mundial 2018

bonecas pretas em varios formatos do grupo Imani Anna. exposição no Forum Social Mundial em Salvador/ BH 2018
exposição no Campus Ondina durante o Forum Social Mundial em Salvador/BH 2018
 Nós dias 13 à 17/03/2018 tivemos o privilegio de participar do FSM 2018, vou aproveitar esse espaço aqui no Blog pra contar um pouco da nossa experiência.

   Primeiro é bom lembrar que participamos do FSM 2009 em Belém do Pará e foi muito encantador, tínhamos apenas 2 anos de grupo e encontrar tanta gente, de tantos lugares diferentes fazendo coisas maravilhosas, construindo um outro mundo melhor foi combustível puro para o nosso caminhar.          Quando soubemos que o FSM voltaria para o Brasil em 2018 nosso coração se encheu de alegria, e fomos buscar meios de fazer parte desse momento.
   Tivemos vários desafios pelo caminho, mas com esperança, determinação e muita coragem enfrentamos todos.
    Cinco dias antes do inicio do FSM não tínhamos transporte, hospedagem e nem tínhamos sido selecionados para a feira de Ecosol. e como por um milagre ou vários milagres as coisas foram acontecendo. Ganhamos carona no ônibus da Caritas MG, o pessoal do grupo Mulheres da Vila conseguiu alojamento numa escola ( e quando chegamos lá nem acreditamos que a escola era a um quarteirão da UFBA) e a exposição era a menor preocupação pois o fórum é aberto então poderíamos expor em qualquer lugar da UFBA.
    Mas porque ir ao Fórum se não tínhamos condições financeiras favoráveis ?
   Porque é uma das maiores experiências de trocas, entregas e ideias que conheço.
 Começou quando fomos recepcionados no ônibus da Caritas, depois ao chegar em João Molevade ganhamos da Caritas de lá um almoço delicioso e bem mineiro,  e o que falar da recepção em Teofilo Otoni, com musica, bilhetinho e um delicioso jantarzinho ( aquela farofa de abacaxi estava divina).
   O Carinho dos funcionários do CEEBA de Ondina na Bahia, que nos cedeu o auditório e o banheiro para recarregar as nossas forças durante o FSM.
   Presenciei momentos de individualidade, ganancia e as vezes até maldades de companheiros nossos daqui de Minas, mais isso foi muito importante porque me fez repensar as minhas atitudes e como eu reagia a aquilo tudo e como contribuir para transformar a ecosol da região metropolitana de BH.
   Como sempre foi lindo ver o rosto de satisfação de cada cliente nosso e tivemos o privilegio de ver uma criancinha ganhando uma Imani, o sorriso dela e como ela abraçava aquela boneca me fez ter a certeza que tudo valeu a pena e que continua valendo.
   Gratidão a todos que contribuiram para essa experiencia maravilhosa.
   Gratidão a mãe natureza que se mostrava tão linda como ela sempre é durante todo o trajeto na viagem.
    Gratidão a vocês que nos dá a oportunidade de mostrar  nossos dons tão livres.







quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Recordar sempre é muito bom

                                                        Coleção Minas Crespa Feliz
                                                                                                      25/08/2016
Muito empoderamento, foi o que chegamos a conclusão depois que finalizamos a nossa coleção.

O artesanato livre requer criatividade e também muita observação, por isso que é tão difícil faze -ló,  a sensação é que estamos a todo momento em meditação. Porem o resultado é maravilhoso.
  foi assim com a coleção Minas Crespa Feliz para a II Mostra Brasil Afro Moda. 
Vou contar um pouco da nossa experiência.
 A primeira coisa que ficou pronta foi o desenho tema da coleção, pois chequei a conclusão que o mapa de Minas Gerais parecia um cabelo rebelde e convenci toda a nossa equipe que isso é verdade.
Então a primeira característica do Minas Crespa Feliz é que somos Rebeldes e isso é ótimo por que somos livres.
  A segunda coisa foi lembrar da historia de Chico Rei que na época do Ciclo do ouro no séc XVIII, usou os cabelos pra transportar ouro e dessa forma conseguiu a sua carta de alforria e  a de vários outros negros escravizados . Mais uma vez o cabelo é sinônimo de liberdade.
  Depois começamos a ver vídeos e blogs e escutamos muito que o cabelo crespo é :
* Reafirmação da minha personalidade.*
* que usar o cabelo natural é desconstruir a carga histórica que tem em torno do cabelo.*
* que foi a maneira mais bonita que encontrei de me rebelar.*
* que sou referencia para as crianças e jovens negros.*
* que a minha identidade era sufocada quando o cabelo também era sufocado.*
* todo ato estético também é político.*
* não é só por cabelo.*
Concluímos que o cabelo pode nos aprisionar ou libertar e que assumir realmente que somos livres para usar o cabelo como quisermos nos empodera de verdade.

referencias da pesquisa:
as ruas de Belo Horizonte,
Encrespa Geral
Feiras Ébano
Festival de Arte Negra
Feira Melanina
Encontro de Trançadeiras
Sambadeiras
documentário espelho, espelho meu produzido por Elton Martins
documentário Raiz forte produzida e dirigida por Charlene Bicalho
documentário O lado de cima da cabeça produzida e dirigida por Naiara Soares

Resultado da coleção
marcador de pagina de boneca preta Imani Anna
marcador de pagina
                                           Esperando para arrumar o black

nossa gatinha ajudante
                                            Nossa ajudante numero 1




colar de boneca preta, marcador de pagina de boneca preta, marcador de livro, marcador artesanal
colar e marcador de pagina Imani Anna
                                     Nossa modelo, pintora, dançarina... usando o colar e marca pagina

marcador artesanal, marcador de pagina, marcador de boneca preta
marcador de pagina de boneca preta, corpinho pintado
                                                       marca pagina pintados
stand da nossa coleção na II Mostra Brasil Afro Moda
 
colar artesanal, colar de boneca preta
stand da nossa coleção Minas Crespa Feliz na II Mostra Brasil Afro Moda

stand Imani Anna, II Mostra Brasil Afro Moda

stand Imani Anna, na II Mostra Brasil Afro Moda
 
parte da nossa equipe.





colar menino, colar artesanal boneco preto
colar menino preto
                                                      colar menino
    
colar boneca preta, colar artesanal de boneca de pano
colar artesanal boneca preta
                                                    Colares

colar de boneca preta, colar artesanal
colar de boneca preta de pano com roupinha de crochê
                                                      colar menina

                                colares

                                               colares

chaveiro artesanal, chaveiro boneca preta, chaveiro boneco preta, chaveiro com turbante
chaveiros de boneca preta
                                               chaveiros

                                         chaveiros

                                          chaveiros

                                          chaveiros
                                          chaveiros

                                          chaveiros

                                          chaveiros

                                          chaveiros

                                           chaveiros

chaveiro de boneca preta, chaveiro artesanal, chaveiro com crochê
chaveiro boneca preta
                                             chaveiros

                                          marca pagina
                                          marca pagina
                                          marca pagina
                                          marca pagina
                                          marca pagina
                                           marca pagina
                                             marca pagina
                                          marca pagina
marcador de pagina artesanal
marcador de pagina
                                            marca pagina

marcador de boneca preta, marcador de pagina artesanal
marcador de pagina
                                          marca pagina

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Bem vindo 2018

Olá !
Como é bom começar um novo ano.
E nós do grupo Imani Anna temos muito que agradecer ao ano de 2017, materialmente dizendo foi um ano muito desafiador, mas emocionalmente foi um ano com muitas experiências e oportunidades de aprendizado, aproveitamos tudo, as vezes não 100% mas com certeza será importante para 2018.
   Igual aos anos anteriores fechamos e começamos o ano com avaliações, autocriticas e planejamento, o que difere esse ano é que realmente colocamos no papel e estamos empenhadas em conquistar metas e projetos.
  Em Dezembro 2018
avaliaremos e partilharemos com vocês como foi nossa experiência.
Desejamos um ano de muito autoconhecimento, de respeito, amor, felicidade e gratidão para cada um de vocês.
Bjos
equipe Imani Anna
por do sol em Santa Catarina


terça-feira, 31 de outubro de 2017

Histórias de Imani




                                                             Olá!

boneco preto, boneca preta artesanal de pano
boneco e boneca preta
  Meu nome é Imani e este é o meu irmão Iman, nascemos no Brasil em Minas Gerais.
 A nossa mãe nos disse que os nossos nomes significa fé, que vem da língua Suaíli lá do Quênia um país do leste da África.

  Nossos avós nos contam muitas histórias, 
boneca preta, familia artesanal de bonecas e bonecos pretos, pretas
familia boneca preta
 
um dia desses, eles nos contaram a história da bonequinha preta, da escritora Alaíde Lisboa, a bonequinha preta é pretinha igual a nós, e muito esperta, aprendemos muito com as histórias e com as(os) escritoras (es).


bonecas de pano, bonecas preta, bonecas Imani,
boneca de pano preta
  Gostamos muito dos poemas e histórias da Cora Coralina,
Certa vez ela disse, que somos como colcha de retalho, “pedacinhos coloridos de cada vida que passa pela minha vida e assim costuro a minha colcha na alma.”
  A minha colcha é cheia de histórias de pessoas que me fortalece. Aprendi a amar a minha cor com a modelo Khoudia Diop, descobri que sou uma princesa e que meu cabelo é lindo da forma que ele é com a MCSoffia, aprendi o significado e como usar os turbantes com a Makota Kizandembu, conheci e aprendi a amar o Congado com  Festejo do Tambor Mineiro, estou aprendendo a história dos nossos ancestrais em cada FAN ( Festival de Arte Negra) que participo. 
Adoro cada pedacinho da minha colcha de retalho e espero “deixar pedacinhos de mim pelos caminhos e que eles possam ser parte das suas histórias.
   E que assim, de retalho em retalho, possamos nos tornar, um dia, um imenso bordado de “nós”.”*                                                                                                                                                                                                     
 Bonequinha Imani

  *(trechos do poema sou feita de retalhos da Cora Coralina)

Imanianna.blogspot.com
Facebook: ateliê Imani Anna